A seriedade das formas da alfaiataria se misturou a proposta mais relaxada de formas um pouco mais amplas, duas tendências que dominaram o verão do hemisfério norte. Por aqui, estas tendências vêm juntas, produzindo uma alfaiataria confortável e looks despojados. Pode-se dizer que um vestir mais próximo que a vida nos trópicos exige, porém sem perder a elegância.
As peças do verão vêm certas no corpo, nem justas e nem folgadas. A dupla blazer e bermuda retorna às passarelas, mas quase nunca emplacam na vida real. Bem que eu gostaria. Mas uma boa saída são as calças com as bainhas dobradas, estilo dos italianos, usada com sapatos tradicionais sem meia comprida. Os casacos são mais amplos e as calças ganham ganchos maiores e as pernas retas, quase uma calça cenoura em muitos casos. A novidade vem nas blusas que são amplas, ora transparentes, coordenadas em sobreposições. Outra novidade é o short com corte de alfaiataria, na maioria dos casos.
Confira os shapes que mais apareceram nas passarelas nacionais:
Os trajes. Tradicionais ou com estampas, os trajes ganham popularidade nesta época de valorização da alfaiataria.

Os casacos também acompanham a tendência da alfaitaria e, mesmo folgados, ganham cortes e abotoamento de clássicos.


As jaquetas, por sua vez, investem na tendência mais despojada, apostando numa estética esportiva.


Os coletes, que aparecem há várias estações, vêm ora clássicos da alfaiataria, ora esportivos. São itens básicos do guarda-roupa guri moderno.


As camisas se tornam básicos do verão, coordenando com bermudas e shorts de alfaiataria. Elas vêm com mangas longas, curtas e 3/4. As bermudas continuam em destaque e vêm em diferentes comprimentos, chegando até ao shorts.



As camisetas de manga longa ganham destaque. Quase como uma blusa de pijama, elas invadem as passarelas folgadas com golas redondas e decotes profundos, em looks com sobreposições.


Fotos: Charles Naseh / Chic.com.br

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